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Mulheres conquistam espaços estratégicos na PF

Delegadas de Polícia Federal estão quebrando paradigmas ao representarem o potencial feminino em ambiente majoritariamente masculino.

Elas estão constantemente provando que as diferenças entre homens e mulheres vieram para somar e fortalecer o trabalho da Polícia Federal. E em 2018, a Instituição deu passos largos em direção à valorização do trabalho feminino, aumentando a participação das mulheres nos cargos estratégicos da PF.

Em março, a delegada Silvana Helena Borges assumiu o cargo de diretora-executiva, que até então só fora exercido por homens. Borges é a 02, o segundo cargo do posto hierárquico do órgão.

Silvana tem assento permanente no Conselho Superior de Polícia, entidade deliberativa que orienta as atividades policiais e administrativas e opina nos assuntos de relevância institucional.

A diretora-executiva, que atua como delegada há quase 30 anos, se sente muito feliz e realizada com a posição que assume atualmente. “Estou muito honrada com a consideração e respeito. Estou ciente da responsabilidade assumida e comprometida com os objetivos da Instituição”, afirma.

O reconhecimento é realmente marcante para quem sempre precisou adaptar a vida profissional e pessoal, especialmente no cuidado com os fi lhos. “Não é uma caminhada fácil, mas eu consegui conciliar”. Silvana Borges sabe que a posição alcançada é fruto de todo trabalho e esforço. “Foi sacrifício, mas no final das contas eu posso dizer que valeu a pena.”

“Estou ciente da responsabilidade assumida e comprometida com os objetivos da Instituição”

Outro marco importante e inédito, é o fato de sete mulheres estarem à frente das superintendências regionais do órgão. Situação avaliada pela delegada Silvana Borges como “um excelente exemplo da PF de respeito à igualdade de gênero e reconhecimento da capacidade profissional da mulher policial”.

Em 2018, as delegadas Diana Calazans Mann, Erika Malik Marena, Tânia Fogaça, Cassandra Parazi, Fabiana Macedo, Paula Morales e Vanessa Souza marcam a história do órgão ao assumirem os setores.

Com essas nomeações, a Polícia Federal tem o maior número de mulheres à frente de cargos de destaque na história da Instituição. Fato que a superintendente do estado do Ceará, delegada federal Vanessa Gonçalves Leite de Souza, liga ao histórico profissional de cada profissional em questão.

Presença feminina ainda é pequena

Ainda que o número de mulheres nos cargos estratégicos da Polícia Federal esteja aumentando, em geral, a presença feminina na Corporação ainda é pequena. É o que mostra a pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), intitulada “As Mulheres nas Instituições Policiais”.

O estudo revela que quando comparada as polícias civil, militar, rodoviária, federal e científica, além da Guarda Municipal e do Corpo de Bombeiros, a PF está na quarta posição em relação ao número de mulheres no efetivo.

Segundo a pesquisa, a Polícia Federal é composta por 77,3% de homens e 22,7% de mulheres.

Quando entrevistadas sobre a representação feminina na PF, as delegadas avaliam que a junção das qualidades dos dois sexos beneficia o trabalho que exercem. Para a delegada Simone Azuaga, essa diversidade de habilidades é muito positiva “por causa da capacidade das mulheres de serem multitarefas, mais organizadas, detalhistas e de terem uma sensibilidade maior”.

Segundo ela, tais qualidades, somadas às aptidões do sexo masculino, “faz com que a Polícia Federal desempenhe melhor seu papel”. A delegada Liane Camargo Garbin analisa que as mulheres são de fundamental importância para uma atividade onde se vive do detalhe. “Às vezes nem tudo que o parece é, mas a paciência, perspicácia, criatividade e a capacidade de não estar na lona mesmo diante de tantas dificuldades, faz com que a PF tenha grandes mulheres em seus quadros, inclusive, assumindo postos de comando”, ponderou. “As mulheres conseguem ser mães, mulheres, filhas, amigas e policiais”, concluiu Liane.

Delegada Simone Azuaga durante evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Quem são elas

A presença de uma mulher na Diretoria-executiva e sete delegadas à frente de superintendências estaduais, marca a história da PF, pois representa a maior quantidade de mulheres em cargos de direção na história do órgão.

Silvana Borges, Diana Calazans Mann, Erika Malik Marena, Tânia Fogaça, Cassandra Parazi, Fabiana Macedo, Paula Morales e Vanessa Souza são as delegadas à frente dessa empreitada.

DIRETORIA-EXECUTIVA


Foto: Comunicação ADPF

Há quase 30 anos, Silvana Borges atua como delegada. Começou a carreira em 1990, na Polícia Civil de Goiás, seu estado natal. Em 1995, conquista uma vaga para ser delegada de Polícia Federal e na nova Instituição passou a chefiar a delegacia de Imperatriz, no Maranhão. De lá para cá assumiu diversos espaços na Instituição, como a Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários no Estado de Goiás e a Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. Antes de ser empossada como diretora-executiva do órgão, Silvana ocupava a Diretoria do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

SUPERINTENDENTES

ACRE

Foto: Comunicação ADPF

A delegada federal Diana Calazans Mann entrou para a Polícia Federal em 2003. Durante a carreira chefiou a Delegacia de Defesa Institucional na Superintendência do Rio Grande do Sul de 2010 a 2014; a Coordenação Geral de Remoção, Inclusão e Classificação do Sistema Penitenciário Federal nos anos de 2014 e 2015; e foi chefe da Divisão de Direitos Humanos entre 2015 e 2017. Atualmente, Diana é a primeira mulher a comandar a Superintendência Regional da Polícia Federal no Acre.

RIO GRANDE DO NORTE

Foto: Comunicação ADPF

Tânia Maria Matos Ferreira Fogaça, delegada de Polícia Federal, entrou para a história da PF no estado do Rio Grande do Norte ao ser a primeira mulher a comandar a Instituição em 53 anos. A superintendente, que está na Polícia Federal há 15 anos, é natural de São Paulo, onde coordenou operações policiais junto às unidades regionais, com destaque ao combate dos crimes de formação de cartel e sonegação fiscal.

PIAUÍ

Foto: Comunicação ADPF

Fabiana Macedo, que é delegada de Polícia Federal há 12 anos, atuou nas áreas de controle de segurança privada, segurança previdenciária e controle do tráfico de armas. Antes de se tornar a primeira mulher a comandar a Instituição no Piauí, Macedo era Chefe da Delegacia de Combate a Crimes Previdenciários, na Superintendência da PF, em Mato Grosso do Sul.

MARANHÃO

Foto: Comunicação ADPF

A delegada Cassandra Ferreira Alves Parazi, natural de Londrina (PR), ingressou na Polícia Federal no ano de 2002. Desde então tem marcado sua carreira com a coordenação e execução de importantes operações policiais nas áreas de repressão a crimes fazendários, contra a Previdência Social e contra a Administração Pública. Cassandra também atuou no Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato. E no Maranhão, se tornou a primeira mulher a assumir a Superintendência da PF no estado.

SANTA CATARINA

Foto: Comunicação ADPF

Antes de assumir pela primeira vez uma superintendência, Paula Dora Aostri Morales, delegada federal há 15 anos, ocupou outras importantes funções dentro da Corporação. Foi oficial de ligação com a Interpol, em Lyon, na França e chefiou a Divisão de Cooperação Jurídica Internacional da Entidade. No cargo de superintendente, a delegada foca no combate ao tráfico de drogas, às facções criminosas, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

CEARÁ

Foto: Comunicação ADPF

Vanessa Gonçalves ingressou na Polícia Federal no ano de 2003. Na Corporação, a delegada, que é natural do Rio de Janeiro, marcou sua carreira ao ser a primeira oficial de ligação da Interpol em Lyon, na França. No Ceará, antes de se tornar a primeira superintendente mulher, Vanessa Gonçalves ocupava o cargo de delegada regional executiva, sendo a segunda pessoa na hierarquia da Instituição no estado.

SERGIPE

Foto: Comunicação ADPF

Há 15 anos, Erika Mialik Marena atua como delegada de Polícia Federal. Apesar de ser natural do Paraná, foi em São Paulo que a superintendente iniciou a carreira atuando na investigação e repressão a crimes contra o sistema financeiro nacional, lavagem de dinheiro, desvio de verbas públicas e corrupção. Marena, que é a primeira mulher a comandar a PF em Sergipe, também atuou como chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), onde se dedicou exclusivamente à coordenação da Operação Lava Jato, iniciada sob sua gestão.

Curiosidade

De autoria do artista José Pereira de Araújo Neto, a escultura “Deusa Atena” foi erguida em 2010, na Academia de Polícia Federal, em Brasília, para representar a força feminina na PF. Na mitologia grega, Atena representa a deusa da sabedoria. Uma mulher guerreira, estrategista, justa e habilidosa.

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Escrito por maiara

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