• Pesquisar
  • Esqueceu sua senha?

75 anos de orgulho nacional

São 75 anos de história, tradição e credibilidade da Polícia Federal. Desde a fundação, em 28 de março de 1944, a PF vem se consolidando entre as instituições de maior confiança do povo brasileiro. Segundo uma pesquisa do Instituto Datafolha, ela está entre as três instituições com maior credibilidade no País, com 70% de índice de confiança entre os entrevistados.

 O órgão é responsável por questões de interesse público federal, relacionadas à repressão criminal, à investigação de crimes contra a União e ao tráfego de pessoas e produtos que entram e saem do território brasileiro, diariamente.

 De acordo com o artigo nº 144, parágrafo 1º, da Constituição Federal, a PF é instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União. A sede é localizada em Brasília, com unidades descentralizadas (superintendências regionais) em todas as capitais dos estados da Federação, bem como delegacias e postos avançados em diversas cidades do País.

Polícia Federal passa por processo de evolução

Embora tenha uma nomenclatura diferente, o Departamento Federal de Segurança Pública  (DFSP), criado pelo governo de Getúlio Vargas, em 1944, era a Polícia Federal da época. Antes, se chamava Polícia Civil do Distrito Federal e teve seu nome alterado devido à necessidade de uma polícia com atuação em todo o território nacional.

 O órgão funcionava no Rio de Janeiro, a então capital do País, e era responsável pelos serviços de polícia e segurança pública do Brasil, além da polícia marítima, aérea e a segurança das fronteiras. Os departamentos de Segurança e Chefaturas de Polícia dos estados também recebiam orientação do DFSP a respeito de assuntos de ordem política e social, relacionados à segurança pública do País. A instituição era diretamente subordinada ao Ministério da Justiça e Negócios Interiores. 

 O DFSP foi crescendo em tamanho, importância e atribuições. No entanto, no dia 21 de abril de 1960, a capital federal mudou para Brasília. Muitos integrantes do órgão não quiseram se transferir para a nova cidade e começaram a compor a Polícia Civil do Estado da Guanabara, por meio do Departamento Estadual de Segurança Pública. A situação deixou Brasília com falta de funcionários nesta área, além da carência de materiais e arquivos essenciais para a continuação do trabalho.

 Diante do fato, no mesmo ano, foi necessária uma fusão entre o DFSP e o outro órgão de segurança pública da nova capital federal, a Guarda Especial de Brasília (GEB), responsável por manter a ordem no território da construção de Brasília, mas mantendo o nome de DFSP.

 A partir daí, o então presidente, Juscelino Kubitschek, passou a buscar uma estrutura inspirada em moldes mais avançados. No final de 1960, o Poder Executivo encaminhou ao Congresso um anteprojeto de Lei para a criação de um organismo policial que, em sua composição estrutural, assemelhava-se às instituições de segurança de Países como Estados Unidos, Inglaterra e Canadá.

 Com a ideia da criação de um departamento com atuação em todo o território nacional, foi aprovada a Lei n° 4.483, de 16 de novembro do mesmo ano, reorganizando então o DFSP com atividade federal.

 Somente em 1967, a Constituição mudou o nome do órgão para Departamento de Polícia Federal, onde a corporação passou a ter atribuições de polícia administrativa e judiciária.

Eles contam histórias com a Polícia Federal

Os delegados de Polícia Federal têm muita história para contar sobre a instituição. Erick Ferreira Blatt é delegado federal desde 2006, e afirma que a Polícia Federal tem um poder de ação social muito importante. Para ele, é um órgão que trabalha instintivamente pelo bem do País, ou seja, está sempre buscando provas contra os malfeitores nas mais diversas áreas, como desvios de recursos públicos, tráfico de drogas, trabalho escravo, crimes cibernéticos, entre outros. “A PF para mim não é só um emprego, mas sim, principalmente, uma forma de poder contribuir para o bem e a paz social do povo brasileiro”, afirma.

 Geraldo Almeida é delegado federal aposentado e tem muitas histórias para contar. Ele cursou a Academia de Polícia, em 1976. Época em que a função tinha outro nome. “Um mês após ter assumido, mudou a nomenclatura para ‘delegado de Polícia Federal’, então, eu sou da última turma com a nomenclatura de ‘inspetor de PF”, explica.

 Muita coisa mudou durante esses anos. A PF usava mimeógrafo para produzir cópias de documentos; as ligações demoravam de 2 a 4 horas para serem completadas; a internet não existia; e a comunicação oficial do órgão era feita via telégrafo. Geraldo Almeida revela como as dificuldades impactavam nos resultados das operações. “Não tínhamos condição de pedir quebra de sigilo telefônico ou fiscal de nenhum indiciado. Era um procedimento muito difícil. Hoje mudou muito. Tudo é à base da tecnologia e ficou muito melhor e mais possível viabilizar as investigações”.

 Almeida também conta que desde que entrou na Polícia Federal a autonomia da instituição já era questionada. “Seria crucial para a Polícia Federal ter autonomia. Isso é um sonho desde quando eu entrei na PF. Já falávamos sobre isso e quantos anos já se passaram?”, indaga.

 A PF também deu aquela forcinha em um momento marcante da vida do delegado. Assim que foi transferido para o Acre, conheceu a mulher com quem está casado há 41 anos. “Tudo que tenho é por causa da Polícia Federal. Minha primeira lotação foi na capital acreana, Rio Branco. Conheci minha esposa na cidade. Ela era estudante da Universidade Federal do estado. Foi ótimo, só tenho a agradecer”.

 Em relação a autonomia da Polícia Federal, o delegado federal Rony da Silva analisa que é chegada a hora de fortalecer a instituição. “Já refletimos e dialogamos com a população. O povo apoia essa causa. Só os deputados e senadores ainda não concretizaram isso”, ressalta.

 Na Polícia Federal desde 2002, Rony afirma que o trabalho de delegado é a realização de um projeto de vida e que a maior satisfação com a profissão é o dinamismo. “Ser delegado para mim é a realização de um sonho. É uma atividade completamente dinâmica, pois a cada dia eu posso fazer uma coisa diferente. Um dia no estado da Bahia e em outro, uma investigação no norte ou no sul do Brasil. É muito dinâmico”.

 O orgulho de trabalhar  em uma das instituições mais renomadas do País é outro ponto de destaque para o delegado.  “O reconhecimento da população tem a ver com a história da Polícia Federal. Cada delegado, agente, escrivão, ou papiloscopista construiu isso no dia a dia, com muito suor. A seriedade do trabalho é o que gera reconhecimento pela população”, argumenta Rony.

 O presidente da ADPF, Edvandir Felix de Paiva, avalia que a imagem da PF é baseada em muito esforço e trabalho isento, técnico e republicano. “Tudo que foi feito na Polícia Federal até hoje foi pensando na missão social e moral que temos de diminuir a criminalidade no País, independentemente de quem sejam os criminosos. E essa responsabilidade e dedicação foi reconhecida pela população brasileira. Temos a prova disso pelas pesquisas, e nas ruas”, reitera.

 Paiva afirma que a PF se destaca no cenário brasileiro, e reitera a  importância do fortalecimento da instituição. “Ter uma Polícia Federal forte, com recursos e com liberdade, traz muito retorno para Brasil. Polícia não é gasto, é investimento. Devolvemos para a população um resultado muito superior às condições de trabalho que nos são acessíveis”.

O atual diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, fala sobre o serviço prestado à nação brasileira. “Os desafios ao longo desta história foram inúmeros, mas, com o sacrifício e abnegação dos seus quadros, a Polícia Federal sempre cumpriu a sua missão de forma republicana”. 

Valeixo explica o que é preciso para para continuar o trabalho de excelência. “É necessário manter o nível de investimento para execução dos projetos prioritários, principalmente, aqueles que estão sendo conduzidos pela Diretoria de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI), tendo em vista que a estrutura administrativa e policial da PF está cada vez mais dependente das soluções desenvolvidas nessa área”.

Nomes das operações viraram febre nacional

Os nomes das operações da Polícia Federal geram curiosidade e caem no gosto da população. As ações são batizadas com nomes que fazem alusão à algum detalhe relacionado aos crimes investigados. Entre os primeiros registros, uma força tarefa no Mato Grosso para desarticular uma quadrilha de jogo do bicho. O nome?  Operação Arca de Noé.

 Depois dela, apareceram várias denominações curiosas: Ctrl+Alt+Del, contra fraudes bancárias online; Ventania, que investigou falsificação de dinheiro – “na mão, é vendaval”; Aletheia, palavra que, na Grécia Antiga, significava “busca pela verdade”; Pinóquio, contra a exploração ilegal de madeira, entre outros nomes curiosos.

 A operação mais famosa da PF é a Lava Jato. A atual chefe do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), a delegada federal Érika Marena, foi a responsável por nomear a força-tarefa, por conta de os investigados terem usado uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores de origem ilícita.

Curiosidade

Embora assegurada oficialmente, em 1944, o conceito da PF tem origem na Intendência Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil, criada por D. João VI, em 10 de maio de 1808. Naquela ocasião, foi designado o desembargador e ouvidor Paulo Fernandes Viana para o cargo de Intendente-Geral de Polícia da Corte.

Lista dos diretores-gerais que comandaram a Polícia Federal

Antônio Barbosa de Paula Serra, 02/04/1964 a 21/06/1964

Riograndino Kruel, 21/06/1964 a 26/08/1966

Newton Cypriano de Castro Leitão, 26/08/1966 a 15/03/1967

Florimar Campello, 17/03/1967 a 24/04/1968

José Bretas Cupertino, 10/05/1968 a 31/10/1969

Walter Pires de C. e Albuquerque, 31/10/1969 a 26/04/1971

Nilo Caneppa, 26/04/1971 a 10/05/1973

Antônio Bandeira, 10/05/1973 a 14/02/1974

Moacyr Coelho, 18/03/1974 a 22/03/1985

Luiz de Alencar Araripe, 22/03/1985 a 13/01/1986

Romeu Tuma, 29/01/1986 a 29/04/1992

Amaury Aparecido Galdino, 29/04/1992 a 06/07/1993

Wilson Brandi Romão, 09/07/1993 a 16/02/1995

Vicente Chelotti, 15/02/1995 a 08/03/1999

Wantuir Francisco Brasil Jacini, 05/03/1999 a 15/06/1999

João Batista Campelo, 15/06/1999 – 21/06/1999

Agílio Monteiro Filho, 24/06/1999 – 03/04/2002

Itanor Neves Carneiro, 03/04/2002 a 18/07/2002

Armando de Assis Possa, 18/07/2002 a 08/01/2003

Paulo Lacerda, 08/01/2003 a 03/09/2007

Luiz Fernando Corrêa, 03/09/2007 a 06/01/2011

Leandro Daiello Coimbra, 2011 a 9/11/2017

Fernando Queiroz Segóvia Oliveira, 9/11/2017 a 27/02/2018

Rogério Augusto Viana Galloro, 27/02/2018 – 02/01/2019

Maurício Valeixo, 02/01/2019 – atualmente

Deixe sua resposta

Escrito por Fernanda

Siga-nos

Proactively formulate resource-leveling imperatives through alternative process improvements.